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FAQ

 


O filtro ideal é aquele que não entope ?

ERRADO ! Pela própria definição, filtro é um dispositivo que deve remover contaminantes de um líquido ou de um gás. Assim, após algum tempo em processo, a maioria dos seus poros devem ter sido bloqueados com contaminantes. Os poucos poros livres restantes não são mais suficientes para permitir a vazão de processo, quando é, então, chegado o momento de trocar o elemento filtrante (no caso de cartuchos descartáveis) ou de regenerá-lo (no caso de cartuchos recuperáveis, como os metálicos). Portanto, o filtro deve entupir em algum momento. Filtros que não entopem não estão cumprindo sua função. Se os cartuchos estão entupindo muito rapidamente (em horas por exemplo), prejudicando a produção, deve-se investigar se o dimensionamento do filtro foi corretamente feito para as condições de processo, ou se houve alguma mudança do processo que possa ter causado a baixa vida útil.

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Como posso saber o momento correto de se trocar o cartucho ?

A forma correta de se avaliar o momento de troca do elemento filtrante é monitorar o P através do filtro. Por isso, é essencial que a carcaça do filtro seja provida de manômetros de entrada e saída (ou de um manômetro diferencial). Quando o P do elemento filtrante atingir um valor próximo de 5 vezes o P inicial (com o elemento limpo), estamos próximos do momento da troca, porque aproximadamente 80% dos poros do meio filtrante encontram-se bloqueados com contaminantes.

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Trocar-se os cartuchos com base em tempo de uso é correto ?

Depende. Se houve algum estudo empírico sério, comprovando que, por exemplo, a cada dois meses, um determinado cartucho atinge um grau de entupimento tal que não se obtém mais a vazão exigida pelo processo, então a troca a cada dois meses é correta, e tem fundamento. Porém, estabelecer a troca de cartuchos a cada semana ou a cada 15 dias, sem que se saiba se ao fim desse período eles estão efetivamente próximos do seu entupimento, é um erro grave, comprometendo a economia do processo de filtração, pois podemos estar descartando cartuchos que ainda estão longe do entupimento.

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O uso de manômetros em filtros é necessário ?

Não só é necessário como é essencial do ponto de vista de economia do processo de filtração. Através da monitoração do P do filtro é que podemos ter certeza que os cartuchos estão funcionando (caso o P aumente ao longo do tempo) ou não (caso ele não se altere por longos períodos de tempo, o que pode ser causado pelo uso de cartuchos com poros maiores do que os contaminantes presentes no fluido a ser filtrado).

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Posso prever qual a vida útil de um filtro em processo ?

É impossível prever-se a vida útil de um filtro em processo, já que isso é diretamente dependente da quantidade de contaminantes presentes no fluido a ser filtrado. Em alguns casos é possível fazer-se algumas estimativas, tendo por base dados de vida útil obtidos em aplicações semelhantes. Mas cuidado, o mesmo sistema de filtração utilizado em duas plantas de produção distintas, mesmo que filtrando o mesmo fluido (água deionizada por exemplo), pode apresentar vidas úteis completamente diferentes (já que a água de uma planta pode ter uma quantidade de contaminantes muito superior à da outra).

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Qual a micragem ideal para fazer uma clarificação visual de um líquido ?

A menor partícula visível a olho nu tem aproximadamente 40 µm de tamanho. Em princípio, o uso de filtros de 40 µm absoluto (e não nominal !) é normalmente adequado para produzir um filtrado límpido, sem a presença de partículas ou fibras visíveis a olho nu. Porém, dependendo do produto e do tipo de contaminante presente, pode ser necessário o uso de filtros mais finos. É o caso, por exemplo, de produtos com base alcoólica, onde partículas muito pequenas têm a capacidade de se aglomerar após algum tempo e provocar um precipitado. Para esses casos pode ser necessário o uso de filtros de 10 µm absoluto ou ainda mais finos.

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Como posso resolver o problema de baixa vida útil de meus filtros ?

Se for um sistema de filtração recém instalado, é importante avaliar se o dimensionamento do filtro foi feito de forma correta, tendo por base as condições de processo (ex. vazão, tipo de fluido, densidade e viscosidade do fluido na temperatura de operação, etc.). Outro ponto a ser investigado é se temos pressão disponível para uma filtração econômica. O ideal, em filtração de líquidos, é dispor-se de bombas. Filtração por gravidade apresenta limitação de pressão disponível para o filtro. Se o sistema já estiver operando há algum tempo e só recentemente começou a apresentar baixa vida útil, a hipótese mais provável é que tenha havido alguma alteração na qualidade do produto a ser filtrado, como por exemplo um novo lote de matéria-prima. No caso da filtração de água de superfície, é comum, em determinadas épocas do ano, a presença maciça de ferro e/ou sílica, que provoca o aparecimento de um gel, capaz de colmatar os filtros em espaços de tempo muito curtos.

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O uso de pré-filtros é sempre adequado para aumentar a vida útil de um sistema de filtração ?

Quando a causa do entupimento do filtro final é a presença de uma grande quantidade de contaminantes, com tamanho superior à micragem desse filtro, é provável que um pré-filtro contribua para melhorar a sua vida útil. Em alguns casos, porém, o ideal é aumentar a área filtrante do filtro final. Veja-se o exemplo de um filtro de 0.2 µm, esterilizante, que esteja filtrando água proveniente de osmose reversa. Em princípio, essa água é de excelente qualidade do ponto de vista de particulado. Um pré-filtro, para ser eficiente, teria de ser extremamente fino, com uma micragem muito próxima ao do filtro final. Assim, nos casos em que os pré-filtros têm de ter uma micragem muito próxima ao do filtro a ser protegido, a melhor solução é aumentar a área filtrante do filtro final.

Mas atenção, pré-filtros devem ser confiáveis (ou seja, de classificação absoluta e com matriz de poros fixa), do contrário a sua inclusão no processo só é prejudicial ao filtro final, que passaria a ter de remover os contaminantes naturais do produto e, além disso, fibras e outros resíduos provenientes do próprio pré-filtro.

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É melhor filtrar um líquido em alta ou em baixa temperatura ?

Não havendo problemas de compatibilidade térmica com o filtro e o produto não sendo sensível ao calor (termolábeis), é sempre melhor opção a filtração em temperaturas mais elevadas, porque a viscosidade de um líquido diminui com o aumento da temperatura, o que facilita a filtração.

Porém, há situações em que, devido às características do produto, sua filtrabilidade é melhor em baixa temperatura. Isso vale, por exemplo, para bebidas que tenham proteínas, como a cerveja. Assim, a seleção da temperatura ótima de filtração é função do tipo de produto a ser filtrado

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Devo sempre selecionar o filtro de micragem mais fina para minha aplicação ?

Do ponto de vista do custo-benefício da filtração, o correto é sempre usar-se o filtro mais "aberto" (ou de maior micragem) possível, que garanta a qualidade do filtrado, conforme os parâmetros estabelecidos pelo CQ. É muito comum usuários de filtros nominais optarem por elementos de 1 µm nominal, e não de 5 µm nominal, porque se sentem mais "seguros" com filtros mais finos. Na realidade, dependendo da linha de filtros nominal que se utilize, pouca diferença existe entre um elemento de 1 µm e outro de 5 µm nominal, em termos de qualidade do filtrado.

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Qual o critério para dimensionar-se um filtro de respiro de tanque ?

Se o tanque não sofrer nenhum processo que envolva oscilação de temperatura (ex. esterilização), o filtro é dimensionado com base na vazão de ar necessária para impedir o vácuo causado pela descarga de produto do tanque (ou a vazão de ar que sai do tanque no momento do carregamento de produto). No entanto, a situação mais crítica é a que envolve esterilização por vapor in situ do tanque. Nesse caso, a vazão de ar que é considerada para o dimensionamento do filtro é aquela necessária para impedir que o tanque entre em vácuo no momento do seu resfriamento após a esterilização. Normalmente esta vazão provocada pelo resfriamento é muito maior do que a vazão de carga/descarga do tanque. Sempre recomendamos a instalação de discos de ruptura ou outros dispositivos de segurança que protejam os tanques que não suportam vácuo total.

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